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Tensão nas Estradas: Caminhoneiros Articulam Paralisação Nacional após Alta do Diesel

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura


Publicado em 17 de março de 2026

​O cenário logístico do Brasil entrou em estado de alerta máximo nesta terça-feira (17). Lideranças dos caminhoneiros autônomos e entidades de classe confirmaram que a categoria está em fase

avançada de articulação para uma paralisação nacional, que pode ter início oficial nesta quinta-feira, 19 de março.

​O movimento ganha força após uma série de reajustes no preço do óleo diesel, impulsionados pela volatilidade do petróleo no mercado internacional devido aos recentes conflitos no Oriente Médio.

O Estopim: "Trabalhando de Graça"

​Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), afirmou que a situação se tornou insustentável. Segundo o líder, o pacote de medidas anunciado pelo Governo Federal no último dia 12 — que incluiu a isenção de impostos federais e subvenções — foi "engolido" pelos novos aumentos da Petrobras.

​"Hoje o caminhoneiro trabalha de graça. O valor do frete não cobre nem o custo operacional básico. Não é um movimento político, é uma questão de sobrevivência", declarou Chorão.


Mobilização e Estratégia

​Diferente da greve histórica de 2018, as lideranças estão orientando os motoristas a adotarem a estratégia de "braços cruzados". A recomendação é que os caminhoneiros permaneçam em casa ou em pontos de parada, evitando o bloqueio total de rodovias para fugir de multas judiciais pesadas, mas interrompendo o fluxo de abastecimento de forma coordenada.

  • Assembleia no Porto de Santos: Uma reunião realizada na última segunda-feira (16) serviu como termômetro para a adesão, que já conta com o apoio de entidades como a CNTTL.

  • Adesão Estimada: Lideranças afirmam que cerca de 95% das entidades de base estão alinhadas com o movimento.

Impacto Econômico Imediato

​O mercado financeiro já reagiu à ameaça. Na tarde de hoje, as taxas de juros futuros na B3 subiram com o receio de que a paralisação pressione ainda mais a inflação, que já sofre com o preço dos combustíveis. O setor de supermercados e a indústria de proteína animal monitoram o movimento com preocupação, temendo atrasos nas entregas de produtos perecíveis.

O que diz o Governo?

​O Ministério da Infraestrutura informou que mantém os canais de diálogo abertos e que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitora os principais corredores logísticos do país. Até o momento, não há bloqueios registrados, mas o policiamento deve ser reforçado a partir de quarta-feira.

Fique atento: Acompanhe nossas atualizações em tempo real para saber se a paralisação será confirmada nas primeiras horas desta quinta-feira.

 
 
 

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